Coluna Alma do Torcedor - O último apito final do Olímpico




Às vezes, fico parado pensando em como seria, e será, o último apito soado no Monumental. Caiu a ficha, apenas agora. O fim está tão próximo, que não é mais contado em dias, e sim em horas. Falta muito pouco pra fechar as portas de um estádio tão glorioso quanto a história de vários clubes centenários existentes na face da Terra. 

Como esquecer as viradas épicas do Grêmio no final dos jogos? Como esquecer aquele gol do Rafael Marques aos 52 do segundo tempo diante do Caxias?! Ou então, aquela virada espetacular sobre o Santos de Ganso, Neymar, Robinho por 4x3, enquanto perdíamos por 2x0?! Ah, sem esquecer na virada mais recente sobre o São Paulo pelo Brasileirão desse ano.

Ah, o Estádio Olímpico Monumental, que saudades tu vai deixar para essa nação. A tua arquibancada que tanto suportou o meu pulo e de mais 48 mil pessoas esbravecidas com a vitória que estava por vir. O teu gramado que tanto foi machucado por vilões da bola. Os teus abraços longos e duradouros depois de derrotas ou eliminações.

Quantos craques já não desfilaram em teu gramado: Renato Portaluppi, Tarciso, Paulo Nunes, Jardel, Dinho... Infinita a linha de jogadores das quais posso citar aqui.

Quantos títulos tu já viu ser erguido diante de milhares de torcedores? Libertadores, Brasileirões, Gaúchões, Mundial... Sim, Mundial. Afinal, onde a torcida iria se encontrar com os jogadores e comemorar a taça intercontinental? O Olímpico estava sempre ali, de braços abertos do mais pobre, ao mais rico torcedor.

Vamos imaginar nesse GREnal, como será até o apito final: Um Grêmio que vence o Internacional, por 2x0, chorado e sofrido, quem sabe, gols de Marcelo Moreno e Elano, que comemoram junto com uma Geral que quase põe o Monumental abaixo com vossa Avalanche. No intervalo, é flagrado vários flashes vindos da torcida. Todos querendo ter um último registro do palco mais vencedor do RS. Começa o segundo tempo, e a tensão aumenta. Quando o final de jogo se aproxima, lágrimas, choros, suspiros, roer de unhas são vistas á quem repara no torcedor. Levantada a placa dos acréscimos e a vida do Olímpico se estende aí, por alguns minutinhos antes de tudo acabar definitivamente. Prevejo alguns torcedores ainda no estádio após 2 horas o final do jogo. Uns chorando, outros pensando, terceiros batendo fotos... É, meus caros tricolores, o final está muito próximo. Mas não esqueçam: Não é o fim!

É o começo. O começo de uma nova era, o começo de um todo. E com isso, espero que o meu velho novo Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense seja aquele time tão raçudo e peleador que era no Monumental. O nosso triste fim é apenas um começo.

O Olímpico pode ser derrubado abaixo, mas no meu coração, ele só reforma um amor por esse Grêmio que era, foi, e sempre será o maior amor, e mais lindo da nossa vida.

Em 2012, viva o Olímpico!

Saudações tricolores, @Kako__Oliveira.

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