
Luxemburgo tem futuro indefinido em 2013
A preferência é do Grêmio, mas o futuro.... É assim que Vanderlei
Luxemburgo trata do seu 2013 após a eleição que definiu Fábio Koff como novo
presidente. Ao garantir a manutenção dos objetivos de classificar o clube à
Libertadores e levá-lo ao título da Sul-Americana, projetos estabelecidos em
conjunto com Paulo Odone, candidato à reeleição derrotado no domingo, o
treinador disse ‘não saber qual será o amanhã’. Revelou esperar uma conversa
com a nova direção, ter recebido sondagens de outros clubes e não descartar
trabalhar no Inter.
- Conheço o Fábio Koff há muito tempo. Tive embates
com o Grêmio quando ele era presidente, e tive contato com ele na Seleção. Vou
usar algo que ele disse. Hoje ele me quer, hoje minha preferência é continuar.
Se amanhã o presidente entender que não sou o nome predileto, entendo com a
maior naturalidade. Sou preparado. Sou profissional. Ele tem direito de mudar,
como eu tenho também de escolher onde trabalhar. Tive uma reunião com o
presidente Odone hoje e pedi permissão para conversar com o Koff. Se isto surgir,
vou conversar. Mas amanhã ninguém sabe – explicou Luxa nesta terça-feira, a
primeira manifestação após o pleito do final de semana que ainda contou com a
participação de Homero Bellini Jr.
Na entrevista como recém-eleito, Koff disse que a preferência era manter o comandante
tricolor. Este, antes da eleição, revelou ter acerto com Odone.
Agora, acrescentou ter recebido propostas de outros clubes.
- Sou profissional. Tenho contrato com o Grêmio até
o fim da temporada. Fiz este contrato sabendo que teria eleição. Sempre faço
mais longo, mas desta vez não. Tenho um projeto de levar o Grêmio à
Libertadores, quem sabe ganhando um título. Este é nosso projeto. Aprendi muita
coisa e gostei muito desta experiência. Independente de Koff ou Odone, somos
profissionais e temos que cumprir nosso papel até o final do ano. Não falei com
ninguém ainda, mas clubes e seleções me procuraram. Isso é normal no futebol.
Anteriormente eu achava complicado por causa da ética, me chamavam de
mercenário, mas é mercado. É natural – completou Luxa.
Nem mesmo a pergunta de se trabalharia no
Internacional mudou a posição:
- Vou responder isso com uma pergunta: se você
(repórter) receber uma proposta de outro veículo, você também não vai sair? Sou
profissional de futebol e vejo isso com naturalidade. Não tem porque ser
diferente. Mas se tratando da rivalidade, até por respeitar o torcedor do
Grêmio, não recebi nada do Inter. Não conversei com ninguém e nem me permitiria
conversar agora. O futuro é outra história.
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